sábado, 25 de junho de 2011

DARKSIDERS - The Wrath of War


Darksiders - The Wrath of War
Plataforma: PS3
Tempo de jogo: Mais de 36 horas
Jogo não recomendado para pessoas religiosas. Já que ele usa e abusa de interpretações da mitologia bíblica.
Diversão ******** 8
Dificuldade ***** 5
Violência ***** 5
História ******* 7
Gráficos ******** 8
Inovação **** 4
Ação ******** 8

Darksiders tem uma história interessante no seu começo, todo o jogo que vemos o herói tenta impedir o fim do mundo, impedir o Armageddon, a guerra entre o céu e o inferno, o fim dos dias, o Apocalípse, mas esse é diferente, o protagonista, foi o responsável pela destruição do mundo, mas ele é acusado de fazer isso antes da hora certa. Obviamente seus chefes não ficam nada satisfeitos com seus atos, mas ele fez apenas o que lhe foi mandado fazer... ou seja, o jogo é sobre uma pilha errada de um Cavaleiro do Apocalípse que fez uma cagada homérica e ferrou o planeta todo.
Justamente o protagonista é uma das criaturas que segundo algumas mitologias religiosas, destruirá nosso mundo e é com ele que você joga, o Cavaleiro do Apocalípse chamado GUERRA!
O visual dele lembra muito aqueles personagens de World of Warcraft, o que deixa ele bem legal.
WAR, depois de perder muitos dos seus poderes, sendo rebaixado, tendo salário diminuído e ainda levar um xixi da chefia, faz um acordo com um tal Conselho, diz que vai resolver as coisas e descobrir quem sacaneou ele e o fez causar o Apocalípse antes do tempo! E desde o começo ele está P da vida com tudo e todos.
Esse jogo é parecido com GOD OF WAR? Sim, ele usa uma engine bem parecida, alguns movimentos são parecidos, algumas armas e funções delas são parecidas, mas dizer que ele é ruim por causa disso é um erro enorme.
Darksiders se utiliza de personagens muito bons, já que o mundo foi pro buraco a muito tempo, a solução é contar com quem ainda está morando nele. E quem vai morar na Terra depois que tudo foi pra banha? Demônios, criaturas hediondas e os humanos que sobraram, todos eles, são zumbis, aliás as criaturas mais fracas do jogo, se bem que tem uns peixes e uns corvos.
No começo do jogo Samael, um demônio até bem simpático e de grande poder, diz que pode ajudá-lo, mas precisa de mais poderes do que tem atualmente, esses poderes poderão ser restaurados matando alguns inimigos demoníacos de Samael e arrancando o coração deles, grande parte do jogo se passará com WAR, caminhando por regiões infestadas de demônios, almas penadas, criaturas abissais, e outros bichos horrorosos, além de muitas vezes você topar com uns anjos que não vão muito com a sua cara! Mas o jogo tem uma regra bem simples, se mexeu, porrada nele! os anjos não curtem WAR, os demônios não curtem WAR, o cara deveria ficar deprimido por ninguém gostar dele, mas ele parte pra cima de todo mundo e aos poucos vai ganhando mais e mais poder. Demônios dificílimos de se enfrentar no começo se tornam fáceis do meio do jogo para o final, devido aos upgrades na armadura, armas e poderes de WAR.
Nem reclame da violência nesse jogo, já que WAR só mata criaturas malígnas, demônios, zumbis e, ok ele mata corvos, se você adora corvos vai ficar irritado com esse jogo.
Darksiders tem uma ótima história, é um jogo bem legal, tem ótimas fases e vale a pena sim jogar., mesmo que você já tenha jogado muito God of War.

Prós:
Os upgrades nas armas são bem legais, ainda mais na espada de GUERRA, pois conforme os itens que você instala nela, surgem efeitos diferentes na maram, quando você anda com ela, isso é bem legal e é uma maneira bem interessante de você lembrar que poder principal sua espada tem. Se está restaurando sua WRATH, ou magia que produz os feitiços principais, como deixar o corpo flamejante, fazer surgir lâminas do chão ou enviar almas demoníacas para atacar os inimigos, a espada terá brilhos amarelados. Se está equipada com o item que aumenta o número de almas recebidas dos inimigos mortos por ela, estará sangrando.
Guerra é um Cavaleiro do Apocalípse, obviamente em algum momento ele irá cavalgar alguma coisa, tanto que chamam ele toda hora de Horseman, nada mais legal que cavalgar a RUÍNA, um garanhão que sangra e tem patas pegando fogo, cavalinho digno de ser montado por GUERRA e muito útil em todo o jogo.
Alguns puzzles do game são beeeem complicadinhos e você terá que parar um pouco, pensar e analisar a situação para resolver o enigma e continuar a aventura. Mas é diversão garantida e porradarinha de primeira qualidade, além de que o jogo não é focado nos malditos quick time events, embora apareçam alguns bem simples, como estar atacando um inimigo e aparece um botão específico para se apertar e fazer um fatality bem legal nele, bem parecido com God of War.
O design dos personagens é muito legal, tanto dos anjos quanto dos demônios. Nem vou ficar rasgando seda pro Joe Madureira, por que isso todo mundo faz.

Contras:
Alguns inimigos como os zumbis, estão ali para morrer, não parecem trazer nada de novo ao jogo, só são bucha de canhão mesmo.
Novamente a mesma tática de outros jogos, notem que eu dei nota de inovação baixa pra ele, você terá que voltar as fases todas novamente quando tiver alguns poderes especiais que você não adquire no começo, como as paredes de cristal que não podem ser destruídas até você ter a Luva especial para dar socos nelas ou a máscara que permite você literalmente ter a visão além do alcance e ver coisas escondidas no game.
GUERRA não morre, na verdade ele morre, mas imediatamente você volta pouco antes do ocorrido, a engine do jogo é assim, então dificilmente terá que refazer muito de uma fase se cair num abismo ou ser morto por trocentos demônios que o cercarem. O que depois de algumas vezes torna o jogo pouco desafiador, mas quando isso acontece com alguns chefes de fase se torna um saco, pois tem que começar novamente a luta com ele e isso inclui alguns diálogos que você vai querer cortar na terceira vez...
Aliás esse é um ponto mais fraco do jogo, não que seja super importante, mas alguns chefes são infinitamente mais complicados de se vencer do que o chefe final do game que teoricamente seria muito mais poderoso.
A luta final é até bem curta comparada ao primeiro chefe do game por exemplo. As próprias cenas do embate final são bem mais curtas e parece que foram feitas meio que as pressas, tudo acontece em segundos e se você piscar, perde o final que poderia ter umas cenas mais elaboradas e dramáticas, não compromete, mas nem se compara realmente aos finais apoteóticos de God of War e Shadow of the Colossus por exemplo. Além do que o chefe final não exige que você use todo o potencial de luta adquirido no game, agora vem um spoiler leve do jogo.... já que a arma que você utiliza no final é uma espada que será usada apenas para derrotar o chefe final, já que é a única coisa que fere ele, ok, até entendo, mas depois de tanto desenvolver o Punho e a Foice, o Shuriken, seria legal usá-los contra o chefão.
Chupações:
War ganha asas que funcionam igual, mas igualzinho as asas de ïcaro em God of War.
War mata inimigos com combos fatalities, tirados de God of War, Mortal Kombat, etc.
War adquire o poder de controlar portais de teletransporte para outros lugares, tirados quase que praticamente de Portal.
War tem um gancho pra se balançar e se pendurar em coisas, tirado de God of War e Tenchu.
War recarrega seus poderes e energias dos inimigos mortos, de suas almas, tirado de Soul Reaver, God of War, etc...



Uma das coisas interessantes do game é que Mark Hamill que ficou conhecido por fazer Luke Skywalker em Star Wars, faz a voz sinistra do personagem The Watcher, o demônio que além de dar dicas do que fazer no jogo, ainda lembra ao personagem WAR, quem manda nele e qual sua missão. E o trabalho de dublagem de Mark está perfeito.

Darksiders 2 já está sendo produzido, só que desta vez o personagem principal será MORTE, outro dos Cavaleiros do Apocalípse, até por que jogar algo mega interessante com Peste e Fome seria meio caído, mas tomara que eles coloquem esses personagens como extras., no segundo jogo. O visual da Morte está na imagem abaixo, o visual de Fome e Peste fica fácil adivinhar: Fome é uma top model européia e Peste é algo parecido com o Tiririca!








domingo, 5 de junho de 2011

Garotas Mágicas Mutantes de Primeira Classe

E vamos a mais uma semana de aventura e emoção!

Pra quem ainda não entendeu o título dos tópicos podem ser a mistura de todos assuntos, mas também podem não ser, isso não é nada inédito ou exclusivo, ou seja o título acima pode ser qualquer coisa.
A cada dia que passa fico mais animado com o evento do século que acontecerá esse ano para minha amada e eu. Quem me conhece sabe... felicidades crescentes nesse ano!

X-MEN FIRST CLASS

E já vou falando o que achei de X-MEN First Class em Portugal se chama X-men - o início, hehehe! O filme por incrível que pareça é bom, dá pra ver no fim de semana tranquilo, ele vale o ingresso.

Nota1 - Eu não achei X-men First Class melhor que Thor e nem melhor que Homem de Ferro, mas é muito bom.

Nota2 - Só por que aparece o logo da Marvel no começo do filme, esse filme não é um dos filmes do Universo Marvel, como Incrível Hulk, Homem de Ferro 1 e 2, Thor e em breve Capitão América e Vingadores.

Nota3 - Em alguns filmes você tem que ter suspensão de descrença, para aceitar certas coisas que parecem sem sentido ou impossíveis, no X-men você tem que, em certos momentos ter "halterofilismo de descrença" e carregar nas costas um monte de coisas que realmente estão lá para nos divertir, mas que apelam pra caramba. Isso as vezes torna o filme galhofa, as vezes estraga por completo, as vezes ajuda, as vezes não incomoda, como no caso de X-men, não incomoda muito não. Daqui pra frente alguns spoilers podem ser ditos, azar o seu.

Coisas boas do filme -
Magneto é com certeza o melhor do filme, embora a rapidíssima cena com Wolverine, que obviamente foi posta lá como um fan-service descarado, vale todo o resto do filme.
Os efeitos estão muito bons, mas hoje em dia, um filme com super-heróis isso é obrigatório. Não dá pra aceitar nenhuma desculpa no caráter efeitos. Uma coisa legal, o roteiro, quem diria está muito bom, a história tá legal, você não se perde, você entende o plano do vilão e como ele se encaminha para o confronto final do filme, coisa que eu não esperava, já que entrei com os dois pés atrás com esse filme, uma por ser da Fox, que não tem escrúpulo nenhum em destruir um personagem famoso, outra por que depois de X-men 3, eles poderiam avacalhar mais os mutantes.
Kevin Bacon é um ótimo vilão, mesmo que muito diferente do vilão na versão dos quadrinhos.
Emma Frost embora pareça mandar em alguma coisa, no filme ela está mais pra capanga de luxo, mas isso ficou bom, assim o vilão principal não fica diminuido demais.
De longe a melhor parte do filme é a aparição relâmpago de Wolverine, é curta, não tem nada a ver com o filme, mas é fantástica.

Coisas ruins do filme -
Alguns mutantes capangas, entram, mudos e saem calados, não que isso seja totalmente ruim, mas Azazel (que no Universo Marvel terá um caso com Mística e será o pai de Noturno) atua bem nas cenas de ação e o mutante que faz furacões que nem tem o nome mencionado (ele é Riptide) também só aparece para esticar as mãos e usar seu poder e nada mais.
Quando um submarino é jogado na terra rolando e se despedaçando o seu reator nuclear que fica numa sala cheia de VIDROS que não quebraram naquele mega impacto, não se desliga!
Daí você me retruca: Ahhh mais os vidros eram superresistentes! Mas Magneto é jogado e na parede e os vidros quebram. Os vidros nem são o problema, mas o reator foi forçado demais.
Banshee, que parece muito, mas muito mesmo com o Ron de Harry Potter, voa, gritando, com suas clássicas asinhas listradas no suvaco, você tem que ter muita, mas muita suspensão de descrença para aceitar aquilo, aliás eu diria que é um halterofilismo de descrença!
O treinamento e o início da escola do Professor X é legal, mas novamente temos a noção de que todo aquele treinamento se deu em uma única semana.
Como fã de Star Wars, algumas coisas ficaram muito, mas muito chupadas ou com uma forte referência, talvez seja falta de desapego da Fox. Quando Mística encontra o Hank McCoy e ele se pendura no modelo do Black Bird, não dá pra não lembrar de Homem-Aranha e o beijo invertido, foi muito de propósito colocar os dois no mesmo enquadramento exatamente como no filme do Aranha.
Frases como "Eu sinto o bem nele!" Imagens como os dois STORMTROOPERS (Esquadrão Alemão de soldados que deram origem ao nome dos soldados imperiais de Star Wars) que Magneto mata logo depois de sua mãe ser morta, não tem como desvincular de Star Wars mesmo!

Finalmente uma coisa que não se encaixa no ruim ou no bom, pois depende de um ponto de vista, é a saga de magneto em querer vingança contra aqueles que mataram sua mãe. Depois de se vingar, matar o responsável por sua maior perda, ele encontra o meio termo entre a raiva e a serenidade que Xavier fala tanto no filme e consegue evoluir seus poderes. Mas tudo no filme, tanto na narrativa, quando nas consequências do que ele faz, provam que o cara que está realmente certo no filme é o Magneto, então a mensagens que o filme passa é: Vingança é algo que faz você melhor, o caminho para a paz não será alcançado com a tolerância ou o entendimento mútuo e sim, na porrada e na imposição. No final do filme quando os canhões dos navios de ambos os lados do mundo, americanos e russos inimigos declarados, se unem para obliterar os mutantes na praia, Magneto pergunta para Xavier se por acaso eles não estão pretendendo matá-los, inclusive ele fala - "Prove que eu estou errado!" e Xavier lendo a mente dos comandantes do navio, não tem como negar que Magneto está certo. A humanidade nunca vai aceitar pessoas como eles. Sim, galera, Magneto sempre esteve certo, se considerarmos os outros filmes de X-men, Magneto sempre foi o herói de sua raça, incompreendido e Xavier nem poderia ser considerado uma pessoa ingênua, pois ele consegue ler a mente das pessoas e saber que realmente Magneto estava certo.
Com tudo isso, X-men First Class ficou bom, infelizmente ele não faz parte do Universo Marvel, o que vai impedir que Wolverine e Homem de Ferro, por exemplo não se encontrem nunca nas telonas.

MAHOU SHOUJO MADOKA MAGIKA


Vou falar de um animê sobre menininhas com poderes mágicos que terminei de ver neste fim de semana, pára tudo, um animê de menininhas mágicas? WTF?!
Eu explico o motivo de ter visto esse animê e por que ele é bom e por que eu recomendo que você que está lendo isso veja. Se um dia você viu desenhos japoneses como Sakura Card Captors, Sailor Moon e similares, sabe que são animês feitos para serem assistidos por meninas, sim, lá no Japão eles fazem desde muito tempo desenhos que são feitos para meninos de 10-13 anos, meninas de 5-8 anos, adultos entre 30-40 anos, eles fazem as coisas bem separadas. Cada nicho tem mangás e animês específicos, isso é legal, por que uma mulher de 20 anos pode não ter os mesmos gostos de um cara de 30 e lá no Japão a indústria de desenhos animados, os animês produz para muitos estilos diferentes.
Então por que ver um animê que é feito para meninas,?
É por que Madoka Magika engana você, ele não é um animê de meninas mágicas e não é pra crianças e duvido que alguma menina não vai ter a cabeça explodida ao ver esse negócio! Como assim? É complicado de explicar, mas ele vai muito além da profundidade de um pires de qualquer animê para meninas, ele te dá um tapa na cara, te surpreende a cada capítulo e tudo o que você sabe sobre um desenho japonês de meninas mágicas é justamente o que interfere na sua visão do que realmente é esse animê. O desenho começa com uma cena que você só vai entender mais adiante na série, depois pula para uma cena com Madoka, uma estudante clichê de desenho japonês, numa escola clichê japonesa, ela descobre que algumas de suas colegas são super-heroínas com poderes mágicos dados a elas por um gato-pokemon-falante e com esses poderes elas destroem bruxas que ameaçam a humanidade.
Primeiro - esqueça tudo que você está vendo, nada daquilo é o que parece, o gato-pokemon-falante é um tremendo filha de uma cadela! As garotas mágicas não são exatamente mágicas, as bruxas não são bruxas como você conhece e o pior é que o animê te dá várias dicas disso antes, já no início, só que, por você ter uma ideia preconcebida do que é um animê de menininhas, você não enxerga a verdade na sua cara! Infelizmente você só começará a perceber o quanto o animê é bom, no terceiro episódio, essa regra colocada em todos os sites que falam sobre esse desenho é verdadeira, assista até o terceiro episódio, se você não gostar mesmo assim, esse animê não é pra você!
Nem vou comentar o visual das criaturas do animê, ele é algo a parte, só vendo pra entender a maluquice que é aquilo. A série tem 12 episódios só, a qualidade da animação é ótima e vale muito o download... mas como ele foi feito recentemente tem que entender que só tem audio em japonês e legendas em português feitas por fansubbers. Aceite, isso faz parte!

Agora os spoilers do animê que vão te provar do que eu falo... mas eu nem vou falar todos os pontos importantes, pois eu mesmo acho isso uma putafaltadesacanagem com qualquer pessoa que ler esse texto. Seria como eu dizer pra alguém que nunca viu o Sexto Sentido, por exemplo, o final do filme!

Vamos lá, depois da imagem é só spoiler...




SPOILERS SOBRE MADOKA MAGIKA

No terceiro episódio ao tentar derrotar uma bruxa, coisa que é sempre feita dentro de uma espécie de dimensão paralela, chamada de Barreira, uma garota mágica usa armas que parecem espingardas e canhões, realmente ela faz isso com outras bruxas e as mata de forma fantástica, mas nesse episódio a bruxa escapa do ataque final dela e a deixa indefesa por alguns segundos e vemos a criatura morder e mastigar a cabeça da menina mágica, o corpo decapitado cai no chão antes de ser completamente devorado pela bruxa que depois é derrotado por outra menina mágica, quer dizer então que ao lutar contra as bruxas existe sim, o perigo real de ser destruída e morta de uma forma horripilante.
O desenho não é sobre garotas mágicas em si, mas é uma série de ficção científica que fala de viagens no tempo e entropia, sim isso mesmo. Uma das garotas mágicas veio do futuro onde todas suas amigas morreram de forma terrível e ela está tentando evitar esse destino cruel para elas, mudando o passado! Kyubey, o bicho fofo que dá poderes as garotas é na verdade um alienígena que pouco se importa com a vida delas ou com as bruxas que elas matam! Kyubey é uma abreviação de IN KYU BEY TOR(Incubador), aqueles lindos olhinhos vermelhos, sim são do mal pra caramba.
Sim, tudo que você achava que o animê era, está errado e isso é só o começo, os poderes, as situações sinistras, levam as garotas a um destino que pode ser pior que a morte, o final é muito legal e obviamente tem algo a ver com a cena inicial do desenho. Boa diversão!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

OPEN YOUR EYES, YOU ARE DEAD!!!




Nesta semana, bom vamos começar pela diversão que é um assunto rápido e prazeroso e depois vamos para os assuntos mais sérios, com textos mais longos e mais cansativos, pois exigem que seu cérebro trabalhe mais...

GANTZ!
Finalmente saiu o filme de Gantz, dirigido pelo Shinsuke Sato, um diretor nem tão bom assim, mas que demonstrou muita competência nesse filme, que tem no elenco japoneses como , afinal é um filme japonês, baseado num animê japonês que já era baseado num mangá japonês.
O filme é espetacular, infelizmente o que deixou ele um pouco ruim, não foi nada que está nele, foi que eu vi ele dublado em inglês e a atuação da dublagem está horrível, você vê que os atores se expressam de um jeito e o tom da fala sai de outro, espero conseguir uma versão com o idioma original pra curtir mais o filme. Você pode pensar que adaptações de uma mídia para outra obviamente tem que ter alterações, um mangá ou história em quadrinhos, ou um desenho de vários capítulos é muito maior que um filme e obviamente não dá pra contar tudo, certo, bom... em Gantz isso é diferente, já que a história pode ser beeem aberta. Mas o diretor fez o mais simples e surpreedente, ele transpôs exatamente nos mínimos detalhes o anime pra o filme. E ficou muito bom. De famoso, se é que se pode dizer isso, temos o Kazunari Ninomiya, que atuou em Cartas de Iwojima, ele era um dos japinhas principais do filme.

Mas do que fala esse troço de Gantz?
O mais fácil é contar o que acontece, pois você vai entender rapidinho a história, no início do filme dois rapazes morrem atropelados por um trem quando estavam tentando ajudar um homem que tinha caído nos trilhos. No instante seguinte eles estão numa sala com algumas outras pessoas e uma esfera negra num dos lados da sala. Sem entender o que aconteceu, eles tentam sabe se realmente morreram, se realmente aquilo é a realidade deles, o céu ou o inferno. Eis que surge um raio da esfera e começa a materializar mais uma pessoa, uma garota totalmente nua e molhada. Com os diálogos se nota que todos ali naquela sala de uma forma ou outra morreram e foram transportados pela esfera negra para aquele local que tem as portas trancadas e ninguém pode sair, aquele que a esfera informa a turma que eles morreram e ela os trouxe de volta e agora a vida deles pertence a ela, a missão deles é caçar alienígenas num tempo determinado, a esfera abre e saem dela roupas e armas, depois de alguns minutos se o cara é esperto e pegou alguma arma e vestiu a roupa ou se está falando asneiras, não importa, todos são transportados para uma área da cidade, detalhe a área tem uma medida de segurança se um dos participantes foi embora para longe, ele morre, até o alien que é o alvo principal não for morto, ninguém volta e se morrer na missão, já era, mas o legal é que se alguém perde o braço numa missão e ele ou outro participante matam o alienígena, todos voltam intactos para a mesma sala do início e pode voltar a viver suas vidas, sabendo que poderão ser chamados por GANTZ, a espera negra a qualquer momento para mais uma missão. Ao participante que matou o alienígena é dado alguns pontos, a esfera informa que quando chegar aos 100 pontos, a pessoa pode escolher ter a memória apagada e voltar a sua vida normal ou ressucitar alguém da sua memória. E esse é o objetivo principal da série, várias pessoas jogadas de pára-quedas numa situação que devem aprender rápido e sobreviver, pois alguns aliens são tremendamente perigosos. Mas as armas de Gantz são muito legais e as roupas não são só pra bonito, elas deixam o usuário mais forte, mais rápido e o protegem de muitos danos físicos, mas lógico que as roupas não são indestrutíveis. O animê e o mangá são extremamente violentos e tem alguma dose de sexo, no filme temos no máximo a nudez da Kei no início do filme, mas a sanguinolência está igual ao desenho, mas isso nem atrapalha, mesmo pra quem não curte um filme sangrento, o legal da história é ver como pessoas diferentes lidam com o fato de estarem numa situação que desconhecem ou pensam desconhecer, por que muitos personagens são literalmente bucha de canhão, por acharem aquilo não é exatamente o que eles estão pensando que é.
Além de um ótimo filme de ação Gantz bem que poderia virar um seriado em uma grande produtora e aqui vão os spoilers do mangá, depois da imagem...


A menina que aparece nua tinha se suicidado numa banheira e Gantz a trouxe de volta, ela obviamente não tem mais os cortes no pulso que a mataram, já que Gantz ao materializar a pessoas elimina todos seus ferimentos, mesmo amputações...
Quando se completa 100 pontos se descobre que se pode pedir além da ressurreição de alguém e da liberdade, armas mais fantásticas e continuar a caçar aliens e que a esfera negra existe em várias outras cidades do mundo, o que abre um leque de possibilidades para quem gosta de ficção científica.



QUEM VIGIA OS VIGILANTES?

Este é talvez um dos mais polêmicos artigos que já escrevi, se você não tem a mente aberta, não recomendo a continuação desta leitura, as revistas da Turma da Mônica podem te fazer mais bem que isso.
Primeiro o que é polêmica - já pensou no que significa essa palavra?
Um assunto polêmico é aquele que provoca discussões por tratar de uma tese ou ideia que não tem uma opinião concisa pela maioria das pessoas.
Por exemplo, se você estiver caminhando com uma corda na mão sobre uma ponte e ouvir os gritos de socorro de um garoto, vai jogar a corda para ajudá-lo, isso não é polêmico, certamente em qualquer lugar desse planeta, você independente de religião, opinião política ou raça, vai ajudar o garoto e todas as pessoas que souberem dessas história concordarão que você fez o que era certo. Mas se você não jogasse a corta e o rapaz se afogasse, todos que soubessem que você não o ajudou, apesar de ter os meios pra isso, no caso a corda, iriam achar você uma pessoa muito má ou muito egoista, ninguém diria que isso era o certo a se fazer. Então, salvar alguém que se afoga num rio com uma corda não é polêmico, todos concordam, que aquela pessoa deve ser salva, talvez a excessão seria se você soubesse que aquela pessoa se afogando é um grande criminoso ou coisa assim, mas no geral, em qualquer país, salvar a pessoa seria a primeira opção. Não há polêmica nisso.
O casamento gay, esse é um assunto que poderia ser considerado polêmico, visto que alguns credos, culturas e países inteiros abominam o homossexualismo, então quando muita gente acha que algo é feito fora do que se espera, sim, isso gera polêmica.
Existem livros polêmicos, leis polêmicas e existem coisas que não eram pra gerar polêmica, mas geram ou melhor dizem que aquilo gera polêmica. MAMILOS NÃO SÃO POLÊMICOS!

Então vamos ao que interessa, recentemente TODAS os noticiários, todos os jornais, todos o planeta relatou a morte de Osama Bin Laden, um líder de terroristas que seria o mandante do terrível atentado no World Trade Center, os americanos estão pagando de heróis e os muçulmanos fundamentalistas radicais de monstros. Mas agora, vamos parar com essa palhaçada. Os americanos invadiram a mansão, onde se encontrava Bin Laden, na al do Paquistão e ele não estava lá desde a semana passada, ele estava lá a muito tempo, pra quem não sabe, Bin Laden tinha até problemas nos rins, o que impediria ele de ficar numa caverna no meio do deserto do Paquistão/Afeganistão, mas isso nunca era divulgado, era divulgado que ele era parente de uma família rica e que estaria escondido nas cavernas. Pra quem não conhece essas cavernas, basta ver Rambo 3, são aquelas cavernas que o pessoal fala tanto.
Então acham o cara numa mansão e nem era tão longe assim da cidade para não se perceber que o Bin estaria lá, na verdade tem uma explicação muito boa pra isso, como alguns bandidos super perigosos fogem da cadeia, não meu amigo, não é pulando o muro, é pagando as pessoas certas e passando pela porta da frente. Óbvio que alguém de dentro garantiu a permanência dele ali naquele local.
Então uma equipe de mega hiper super soldados americanos invadem a tal mansão e matam todo munto, inclusive Bin Laden. Já se sabe que americanos teriam torturado pessoas para obter informações sobre o paradeiro do Osama, então calculando que ele é cercado na sua maioria de fanáticos religiosos que morreriam por ele, a tortura deve ter sido bem forte, bem maior que o divulgado para convencer o cara a falar.
Osama poderia facilmente ser preso, mas a missão não foi essa e ela teve um simbolismo tirânico.
Se você fizer algum mal aos Estados Unidos da América, nós vamos achá-lo, nós vamos invadir sua casa, matar você e sua família sem piedade.
Mas aí, você deve estar pensando que eu estou defendendo Bin Laden? Não, não estou, mas também não estou defendendo esse circo montado pelos americanos para convencerem a todo mundo que eles entraram no melhor estilo pé na porta e tapa na cara e mataram um velhote desarmado que se reagiu, no máximo iria tentar dar ums sopapos na cara dos soldados mais bem treinados do mundo e levar uma coronhada nos beiço. Mas eles não foram lá para prender Bin Laden e levá-lo a julgamento, ele foi treinado pelos americanos, ajudou e foi ajudado por eles no Afeganistão, ele sabia coisas demais das falcatruas americanas no Oriente Médio para permanecer vivo. OSAMA BIN LADEN FOI ASSASSINADO PARA QUEIMA DE ARQUIVO!!!
Quando prenderam Saddan Hussein, o julgaram, mesmo sabendo que a sentença dele iria ser mortal e o julgamento não seria justo, merecesse ele ou não a forca, era pra lá que ele iria. Por que não fizeram isso com Osama? Por que seria perigoso demais, ele permanecer vivo, ele poderia falar coisas num julgamento que comprometeriam toda a operação americana no Oriente Médio.
Mas rapidamente todos parecem ter esquecido que muita coisa no 11 de setembro não foi explicada e nem vai ser, a vista grossa do governo para terroristas, onde estão os pedaços do avião que acertou o Pentágono? Por que a família Bin Laden foi tirada do país minutos depois dos atentados se eles nem sabiam que era que estava por trás disso ainda?
Depois dos atentados de 2001, ainda surgiram outras perguntas que não queriam calar... Onde estava as tais armas de destruição em massa que foram muito procuradas e nunca achadas?
Tudo isso parece não ter importância, a vingança norte-americana que importa e os fanáticos gritando nas ruas U. S. A. !!!!
Mas os mesmos fanáticos não gritam por vingança nos países árabes quando queimam a bandeira que os EUA hoje tremula feliz?
Teorias de uma mente pensante:
Bin Laden morreu, mas não agora, ele já estaria morto por alguma doença, mas sua imagem era mantida por seus comparsas por algum tempo. Mas daí eles seriam os primeiros a falar que os americanos não mataram Bin Laden soltando algum video antigo, mas nem tão antigo para sacanear os americanos.

Bin Laden morreu as escuras a um bom tempo, sua morte só foi confirmada agora, para ajudar Obama na sua campanha. Não pense que eles já não fizeram isso...

Bin Laden morreu em outro lugar e toda a operação foi encenada para parecer que eles mataram alguém lá mesmo, motivo que se entende por que queimaram a casa e jogaram o corpo no mar, fica só a palavra dos americanos contra a de todo o resto.

Bin Laden não morreu, ele é importante demais pra isso, fez um acordo com os EUA e enquanto eles encenam sua morte ele muda completamente de identidade e está passeando em alguma praia das Bahamas vendo o Sol se pôr.

Abaixo um link com ideias interessantes sobre a morte de Bin Laden, ou sua SEGUNDA MORTE... clique AQUI!

Mas o que há de polêmico em falar desse assunto?
Minha teoria é a de que TODA ou quase toda a imprensa mundial está nas mãos de coorporações dependentes de órgãos governamentais, direta ou indiretamente ou mesmo não-oficialmente.
Se você não publicar algumas notícias exatamente como esse ou aquele governo quer... eles irão descer de helicóptero na sua casa e matar você e sua família, sabe por que? Por quê eles podem.
E se você é ingênuo demais para perceber que tem algo muito estranho no jornalismo... você está encrencado e sua liberdade é uma ilusão que você criou. Você pode ainda não ter sido afetado por essa conspiração televisiva, mas a cada dia lhe tiram mais e mais sua liberdade, passo a passo, sua capacidade de se expressar além das linhas da internet se dilui e sabe por que isso? Por que a sua voz na internet não é calada, como eu estou fazendo agora? Por que eles podem apagar esse site a qualquer momento e dar uma desculpa qualquer sobre um servidor defeituoso e não haverá nada que você possa fazer. Toda imprensa no dia da morte do Bin Laden tinha gráficos, animações computadorizadas, sabia detalhes da operação... como? Se tudo era novidade, se tudo era secreto?
E eu não vi nenhum meio de comunicação de massa dizer o contrário da versão americana, nenhum, se você conhece algum, me passa o link, por favor...
Essa história está entre as mais mal contadas do planeta e vai continuar assim, por que ninguém tem coragem de dizer que não foi bem assim, estão comprometidos demais. Nossa imprensa tem liberdade de expressão, mas só se for para expressar a opinião oficial, para todo o resto, o silêncio.













domingo, 1 de maio de 2011

A Guerra do Deus Loirão da Capa Vermelha no Trono da Garota!

Bom, acho que esse blog vai ficar fazendo as vezes do que eu não conseguiria escrever no Twitter por questão de espaço.
Nas telas -
Essa semana vi alguns filmes e séries bons e ruins, vamos lá.

A Garota da Capa Vermelha

Não espere um filmaço, não espere uma coisa similar a Crepúsculo e nem espere um filme da Chapeuzinho Vermelho. Se quiser ver Chapeuzinho Vermelho veja o Deus a Louca na Chapeuzinho... a Garota da Capa Vermelha é um filme de sobre uma menina que veste uma capa vermelha e mora numa vila que de vez enquando é atacada por um Lobisomem, logo se descobre que alguém se transforma em lobisomem, eu achava até perto do final que o bicho era uma pessoa e no final era outra pessoa. O suspense é legalzinho, mas o filme as vezes tenta não ser um filme de terror, mas ele parece sim, um filme de terror. Se você estiver com muito tempo livre e nada pra ver baixe ou alugue esse com alguma pipoca que até rende.


A Guerra dos Tronos - Nome original: Game of Thrones
Vi o primeiro e o segundo episódios, acompanhem essa série, vale muito a pena, tem potencial de ser algo épico, vale cada segundo. Os atores são bons, o enredo é bom, os cenários são muito bem feitos, tudo muito legal! Comparação com Senhor dos Anéis é inevitável, mas é uma ótima série da HBO, garantia de qualidade mesmo!
THOR
Nesse sábado vi o filme com a galera, ainda não entendo como as pessoas não sacaram os filmes da Marvel, NUNCA SAIA NO INÍCIO DOS CRÉDITOS DE UM FILME DA MARVEL, sempre tem cenas importantes no final dos créditos. Não ligue pras críticas que tem a menina piadista e tal, você mal nota ela, Thor é um filme fantástico, a Marvel tá de parabéns, ela está sabendo exatamente como transpôr seus personagens para o cinema sem ficar galhofa ou bizarro.
Escolheram um ótimo ator para interpretar o Deus do Trovão e não ser ofuscado pelo talento da Natalie Portman. Vá ver esse filme tranquilamente e não saia antes de ver a cenas dos créditos.

O que eu tenho visto na telinha -AVATAR - The Last Airbender
Eu e meu amor estamos acompanhando AVATAR, não aquele filme da galera de Pandora, mas a série Avatar - o último dobrador de ar - a lenda de Aang. Estamos terminando a segunda temporada, fico imaginando como conseguiram fazer um filme tão ruim de uma série animada tão boa, que vergonha Shayamalan!!! Eu tinha visto muito da série, toda a primeira temporada, quase toda a segunda e terceira. Mas ver a série episódio por episódio é muito legal. Recomendadíssimo!
Quanto ao filme do Shayamalan, ahhh esquece que ele existe!

GARO
Você curte Jaspion, Kamen Raider e esse tipo de série feita para o público infantil? Agora imagina que alguém tivesse feito uma série dessas com temática adulta, não tô falando de putaria, mas de seriedade nos roteiros mesmo, bom fizeram.
Garo é uma série sobre um caçador de demônios, ele é um jovem que possui superpoderes e artefatos mágicos e místicos que o ajudam a matar os demônios que matam e sequelam suas vítimas humanas e as mortes sempre são horríveis. Quando o demônio é forte demais, ele invoca sua armadura dourada de lobo demoníaco e sai dividindo criaturas das trevas com sua espada mágica e o sangue corre solto na série, não é pra crianças mesmo!
Então se você curte terror, super-heróis japoneses e efeitos especiais, veja GARO! Não é uma série fácil de achar na internet e obviamente só tem legendada em português e audio japonês.

Nessa semana mais recuperado dos recentes problemas de saúde, vamos voltando a normalidade, se é que se pode chamar normal uma vida onde tem um a criança a caminho.

Por enquanto é isso...

domingo, 27 de março de 2011

Grandes Aventuras em 2011

O SUCESSOR DE TOGAKURE

As vezes queremos escrever mais, mas fica difícil, ainda mais agora, com novidades nunca antes vistas nessa vida, uma delas, a chegada de um filho, é bem legal isso, saber não só que seu DNA foi passado pra próxima geração, que você vai deixar de ser discípulo e virar mestre de alguém, para ensinar, mas um filho não é um projeto escolar, é uma pessoa, terá sua personalidade, teu ouvirá as vezes e quando você realmente achar que está falando algo importante, ele estará distraído com outras coisas!
Vai ser uma aventura muito interessante e altamente emocionante... já começou uma parte dessa grande jornada e começa as verda mesmo daqui a cinco meses...

Curiosidades sobre coisas sem a menor utilidade!
É necessário ser cinéfilo e nerd para ler o artigo abaixo.

MUTANTES MUTACIONADOS DE QUINTA CATEGORIA

Opinião -
Opinião é como umbigo, não serve pra nada, mas cada um tem uma.

Estou louco pra ver THOR e CAPITÃO AMÉRICA, mas estou com o pé atrás pra LANTERNA VERDE, ainda mais depois do trailer...

X-men First Class vem aí, mais um filme de mutantes, terá efeitos especiais legais e uma história pouco interessante, se você não conhece nada de X-men provavelmente vai adorar, se conhece um pouquinho que seja, vai odiar, se conhece beeem a história dos mutantes nos quadrinhos e possui armas de fogo em casa, espero que você nunca encontre os roteiristas (Jane Goldman
Ashley Miller, Jamie Moss, Zack Stentz, Bryan Singer) desse filme na rua!

EM X-MEN THE LAST STAND, aqui conhecido como X-men 3, aquele que o Magneto levanta a ponte, aquele que o dia vira noite num piscar de olhos, aquele que o Wolverine chora, pois é... no filme, a Doutora Moira MacTaggert que também é mutante, está cuidando de um cara cuja mente é uma página em branco, isso aparece no começo do filme, no final Charles Xavier transfere sua mente para o corpo do cara e evita ser destruído por Jean Grey, que só detonou seu corpo, então Xavier está vivo e tal... mas isso não é importante, agora vão fazer X-men first class, que mostra a origem da amizade e as primeiras aventuras de Charles Xavier e Magneto, mas se você entra no IMDB verá que no filme que se passa em 1963, aparece Moira mais nova, só que ela não tem mais de 4o anos em X-men 3(2006), como pode estar novinha em 1963, mesmo que ela tenha uns 13 anos, ou seja, calculando que numa puberdade tardia, adquiriu os poderes recentemente, ela teria nascido em 1950, então em 2006, ela teria 56 anos, seria uma senhora? Então, não tem como ela estar nos dois filmes...
Outra curiosidade, é que a atriz que interpreta Moira no filme X-men 3 fez o papel da esposa do personagem de "Bruce Willis", o doutor Crowe e a atriz que interpretará Moira no filme X-men First Class, participou de Star Wars Episódio 2... o que essas duas notícias tem em comum, nada ora essa...
Em X-MEN FIRST CLASS teremos a participação de Oliver Platt, conhecido ator que trabalhou em filmes fantásticos como 2012!! Putz!!

O maior responsável por um fracasso cinematográfico, acho que são os roteiristas, por que um diretor bom, arruma um roteiro mais ou menos, mas se o roteiro for realmente ruim, não tem Coppola ou Scorsece que resolva. O filme fracassará miseravelmente.
Um roteiro bom pode ser estragado por uma direção ruim, mas isso é muito mais raro de acontecer, já que roteiros bons ajudam muito a direção.

Sites relacionados -
Se você quiser curtir meu trabalho no Photoshop:
http://adrianofx.multiply.com/

Se você quiser curtir coisas absurdas, sem noção e bem humoradas:
http://www.malditoselesfizeram.com.br/

Coisas que valem a pena curtir no momento:
CONSELHO JEDI RIO GRANDE DO SUL - www.conselhors.com
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DIMENSÃO NERD
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Quer os links? Aaah, vá procurar no Google!

Se você não curte nada disso... tá fazendo o que aqui, clica no fechar aba e chispa daqui!
Por enquanto é isso...

domingo, 4 de julho de 2010

A HISTÓRIA DAS ARTES MARCIAIS VIETNAMITAS







Texto transcrito da revista Sport Combat - Março de 1994

DIZER QUE O VÕ É UMA ARTE SINO-VIETNAMITA É NEGAR-LHE A AUTENTICIDADE COM RELAÇÃO À CULTURA PECULIAR DO VIETNAM.

Terminologia - O VÕ

Os termos:
Võ-Viêtnam
Viêt Võ Dao
Võvinam
Viêt Vu Dao
Qwan Ki Do
VIêt Quyên Thuât e outros são criações recentes que associam a palavra ou partícula "Võ"( pratica marcial ) ao nome do país de origem, o "Viêt Nam".

NOTA: Lembrando que Võ não está tão longe da pronúncia de WU de WU SHU chinês.

No Viêt Nam, Võ Thuât, designa a arte de praticar as técnicas marciais, o ideograma corresponte ao do "Wu Shu" na China e ao do "Bu-jutsu", no Japão.
Võta - significa arte marcial nacional;
Võ cô truyên - significa arte marcial tradicional;
O principiante na arte marcial é um "Võ-sinh"( aluno ) que depois se torna um Nguòi thuc hành ( verdadeiro praticante ) que "co vô", isto é, começa a praticar o que lhe foi ensinado.
O tipo de estrutura das artes marciais conhecidas hoje ( grande número de academias e de praticantes, federações ), nunca existiu no Viêt Nam, em plano nacional, embora tenha havido algumas tentativas de unificação nos anos 60, a fim de promover o Võ face ao desenvolvimento de disciplinas estrangeiras.
A prática do Võ, durante a época colonial é mantida secreta e esse estado de coisas prolonga-se mais ou menos até 1955, quando da independência e divísão do país em duas partes antagônicas - fato que permitiu uma eclosão rápida, no Viêt Nam do Sul, das artes marciais vindas da COréia e do Japão. Um grande número de jovens vietnamitas foram, a partir daí, atraídos mais pelas artes marciais coreanas e japonesas do que pela arte marcial nacional que continuava a ser praticada quase que "confidencialmente" com pouca abertura ao público.
O mestre Nguyên Loc foi um dos primeiros a democratizar um pouco mais a prática.

O Võ era, antes de tudo, "propriedade" dos "mestres das aldeias" que ensinavam um número reduzido de alunos, e das "famílias" que conservavam zelosamente, entre seus membros , as técnicas de sua "Gia phái"( escola ).

Por outro lado, existia também uma prática diferenciada feita pelos comediantes ambulantes, pelos monges itinerantes, pelos curandeiros ou mercadores de plantas medicinais. Isso explica, em parte, o fato de haver tantas escolas e estilos ( muitas vezes rivais ) e a dificuldade em discriminar nomes e configurações das técnicas, sobretudo para o ocidental.
Para manter segredo seu "repertório técnico", era comum o mestre dissimular a teoria e a prática de sua arte através de representações figuradas que não deixavam entrever n em o mecanismo nem a aplicação da técnica( salvo para o iniciado. ). ALém disso, os raros documentos escritos traziam caractéres chineses( Chu Hán ) ou sino-vietnamitas( Chu Nôm )e só podiam ser decifradas por alguns letrados.

Sabe-se pouco da prática atual do Võ no Viêt Nam, houve uma interdição e depois uma retomada oficial, mas somente do Võ nos seus aspectos esportivo e de condicionamento físico. A diáspora vietnamita de escolas e estilos ( a partir do Võ tradicional surgem criações as mais diversar ) continua, apesar de algumas tentativas em reunir vários grupos sob a égide de uma federação.
Antigamente, a prática não era limitada por um programa único e estruturado.
Cada Võ-sinh definia seu próprio caminho, conduzido por seu mestre, segundo sua morfologia e características.
Em certas escolas havia um horóscopo, o "Lá Sô Tú vi" baseado na astrologia e na cosmologia sino-vietnamita, a partir do qual, cada aluno determinava o "perfil" personalizado de sua prática.(*)

Finalizando essa introdução, um paralelo entre o Võ ( arte marcial do povo vietnamita ) e o Boxe Chinês ( "Võ Táu" ou "Võ thuát bi Truyên Trung Hoa" ).
Com frequência, o Võ é citado, em comparação às artes marciais chinesas, como um sub-produto. No entanto, o Võ está intimamente ligado a história do povo vietnamita, que soue tornálo cada vez mais plástico, remodelando-o sempre.
É também inegável que as Artes do Punho CHinês têm influenciado a prática marcial no Viêt Nam( como em todos os países asiáticos ) e que certas escolas vietnamitas antigas( Thiéu Lâm, Bach My Phái ) ou atuais( Qwan Ki Do, Hoang Nam, etc.. ) traçam suas origens diretamente da CHina. Entretanto, isso não autoriza definir o Võ como arte marcial Sino-vietnamita( embora algumas escolas o sejam )
e negar-lhe toda a autenticidade com relação a uma cultura e a uma história bem peculiares.

O Võ traz raízes da antiguidade vietnamita( época precedente à presença chinesa ) e seu desenvolvimento técnico deu-se, sobretudo, como resposta às invasões da China dos Han ou dos Ming, além das incursões mongóis e das guerras contra os Châms ou cambodjanos.
É no decorrer desse capítulo da história do Viêt Nam que seu povo criou e enriqueceu suas próprias técnicas e estilos diversos de combate que, por sua vez, foram influenciados pelas práticas não só chinesas como indonesianas e tibetanas( mas também as influenciaram ).

HISTÓRICO

O VIÊT NAM, DOMINADO PELOS CHINESES, TENTA CONSERVAR FEROZMENTE
SUA CULTURA ANCESTRAL E SUAS TRADIÇÕES MARCIAIS.

Buscas arqueológicas ( DONG SON ) testemunham a existência, desde a pré-história e a Remota antiguidade, de técnicas guerreiras utilizadas pelos antigos vietnamitas.
Essas técnicas começaram realmente a se refinar e a se desenvolver durente a dinastia dos HUNG VOUNG ,que reinou sobre o Van Lang, reino do antigo Viêt Nam, nos séculos 7 e 3 antes de Cristo.
O imperador Hung Voung I é considerado o criado do Võ-Thudt, por numerosas escolas que ainda prestam homenagem, a cada ano, por este feito.
naquela época, o estudo do Võ baseava-se sobretudo na aprendizagem de:
Técnicas de armas - Võ-Khi ou Binh-Khi como:
Machado - Can pháp;
Punhal - Dao gam;
Lança - Thuong ou Giao;
Arco - Cung ou Cai giang;
Besta - No ou Cai no;

Numerosas lendas, relativas a esse período, narram façanhas de personagens que se tornaram célebres graças às suas armas, tidas como "mágicas".
Por exemplo: A história de An Doung Voung que, com sua fantástica besta, podia disparar mil setas e matar mil adversários de uma spo vez.

Diante da iminência da invasão chinesa, a formação militar do povo vietnamita e a construção de obras fortific adas aceleraram-se( a construção da cidadela de CO-Loa é um exemplo ).
Mas além das técnicas de combate que emergiam também as primeiras teorias que definiam a utilização estratégica e tática da arte guerreira ( Võ Thudt ), tanto para o exército( combate em grupos ) quanto para a prática individual. Estas teorias deram nascimento a novas técnicas, ainda mais ricas, algumas das quais constituem a raíz das formas hoje trabalhadas.
Certos inovadores, como TRIEU QWANG PHUC, LY NAM DE, TRUNG VOUNG, utilizaramcontra os guerreiros chineses técnicas baseadas no "Di doan thang truong ( superioridade das técnicas semelhantes ), no "Pahn tan biên pháp"( Método das esquivas sem resistência ) ou ainda no "Di nhu thang cuòng"( Utilização da suavidade contra a força ), durante a longa luta na qual os vietnamitas desenvolveram a prática da guerrilha( DU KICH CHIÉN )face ao poder militar dos invasores.

A presença chinesa no Viêt Nam iria durar cerca de mil anos( 111 a.C. e 938 d.C ).
A cultura, a organização, administração, língua e a filosofia( Taoismo, COnfucionismo, Budismo ) chinesasmarcariam por muito tempo o povo vietnamita, sem entretanto, conseguir despojar-lhes a originalidade.
Organizado à maneira chinesa, o Viêt Nam conservae salvaguarda ferozmente sua prórpia cultura ancestral e suas tradições marciais que se perpetuam em segredo. Levantes ocorreram( das irmãs Thung, de Ly Bon, de Bo Cai Dai Voung ) e mostrava que o povo vietnamita tomava aos poucos consciência de sua nacionalidade e de sua vontade de independência.
Nesta época, o Viêt Nam constituia-se num quadrilátero econômico e num verdadeiro cadinho cultural entre a Índia e a China. Desses dois países recebia uma influência conjugada, além da que recebia da Malásia e das ilhas da Indonésia.

NO século 2 d.C., o Budismo indiano foi introduzido no então chamado Giao Chi( outra denominação do Viêt Nam antigo ), pouco a pouco substituído ( final do século 6 )pelo Budismo Thiên ( CHAN ) de procedência chinesa. E isso, com consequências na prática marcial.

No ano de 938, Ngo Quyen presegue o invasor chinês e funda um Estado independente. O país se organiza e torna-se, sob a dinastia dos Ly, o Dai Viêt.
O Võ sai enfim das sombras e começa a fazer parte da educação geral do povovietnamita ao qual os dirigentes querem insuflar um sentimento de unidade nacional. As técnicas do Võ atingem alto nível e sua prática se apoia nos princípios de 3 filosofias:
o TAM GIAO( Confucionismo, Taoismo e Budismo ).
Suge o termo "DAO" ( via no sentido espiritual ).(**)
É um grande avanço, em uma época na qual os costumes ainda são rudes e fundamentados na violência, ver a prática marcial considerada como uma via para a realização espiritual do indivíduo.
A fronteira entre a Arte da Guerra torna-se mais definida.
Numerosos mestres deixam o cenário de frente e isolam-se nas montanhas para se concentrarem na disciplina física e mental.
Não aceitam discípulos ou, se aceitam, apenas uns poucos aos quais ensinam assuntos diversos, caligrafia, xadrez chinês, filosofia ou ainda os segredos da medicina tradicional. Vivem modestamente.
Alguns tornam-se peregrinos e vão de templos a aldeias, sem se submeterem a nenhum jugo administrativo. A literatura popular vietnamita transborda de relatos que retraçam as peregrinações desses homens descritos como "cavaleiros de grande coração", que não hesitavam em se expor em socorro dos humildes aldeões.
Por outro lado, outros mestres de artes marciais ( Tháy Võ )recebem denominações oficiais para irem ensinar nas mais longíquas aldeias( cada aldeia deveria ter um instrutor, reconhecido como tal )ou para passar seus ensinamentos aos membros da COrte Imperial ( todos os funiconário do poder regente e cortesãos eram obrigados a praticar o Võ).

Encontros ( Thi Vi ) regionais aconteciam todos os anos e nacionais a cada 3 anos - o que permitia aos melhores praticantes obterem cargos oficiais na Guarda Imperial.

Com a dinastia dos Tran( 1225-1400) são criados Liceus e Doutorados de artes marciais( Gian Võ Doung ). É a "idade do ouro" da prática marcial no Viêt Nam, levada agora a todas as pessoas do povo, neswte final de idade média vietnamita.

Ao contrário de outros países asiáticos nos quais ainda é reservada a casta militar ou aos indivíduos da nobreza.

Por ocasião das invasões mogóis no século 13, o general Tran Hung Dao conclama que todos os mestres de artes marciais se reunam, a despeito de quaisquer diferença de táticas de combate entre escolas e estilos, para formarem o alicercedo Exército Popular( Nham Dãn tu vé )que deveria por três vezes vencer o poder do exército mongol, salvando assim, por contra-golpe, o Japão da nova invasão pelas tropas de Koubilai.

Pela primeira vez todas as técnicas vieram à tona e seriam codificadas. Outras seriam aperfeiçoadas ou mesmo criadas para responderem a ataques específicos, como por exemplo as técnicas de "tesoura " - GIAO LONG CUOC - destinadas a descavalgar ou desmontar os cavaleiros inimigos depois de serm pegos nas emboscadas de caminhos rebaixados.

Em consequência da vitória do exército mongol, o Dai VI~et, veio conhecer forte popularidade entre diferentes povos da Península da Indochina e do sul da China. Obviamente, suas técnicas marciais receberam uma nova luz; foram copiadas e influenciaram a prática dos países próximos.

Infelizmente, esse rápido desenvolvimento das artes marciais vietnamitas terá curta duração. COm o fim da dinastia dos Tran (1400), o poder imperial, em plena decadÇencia, começa a temer levantes populares e proibe toda a prática marcial entre o povo, reservando-a para oficiais, nobres, pessoas da Corte.
O exército se separa pouco a pouco da população em geral e, quando ocorre a invasão dos Ming (1406), o exército vietnamita literalmente desaba diante das tropas chinesas.
A colonização dos MIng, foi praticularmente pesadaq e feroz: ocorre de maneira forçada, uma assimilação social e cultural, os chineses chegam a requisitar todas as grandes obras da literatura vietnamita para queimá-las ou as conservarem, eles próprios, numa tentativa de enfraquecer o patrimônio cultural do Viêt Nam. QUalquer início de revolta é logo esmagado pela chamada "chapa de chumbo" estrangeira.

Seria preciso esperar que Lê-loi e seus partidários, formados nas técnicas da Escola LAM SON, viesse enfim repelir o invasor para além das fronteiras em 1427. Graças a um energia paciente e secretamente guardada.

Assumindo o poder, Lê-loi, reorganiza o apís, institui concursos literários para recrutar o quadro da administração imperial( o Confucionismo acelera-se por sobre o BUdismo ) e favorece a prática e o desenvolvimento das artes marciais em todas as camadas da população.
Organiza exames de Võ( Minh Kinh Kháo ), em diferentes níveis, a fim de selecionar os melhores elementos para a Guarda Imperial e para o ensino. Proclama emergência de uma prática marcial aliada à aquisição de conhecimentos intelectuais e filosóficos ( evidencia-se a influência de Nguyên Trai, célebre escritor e pensador que apoiara Lê-loi por ocasião da guerra da independência ).

Durante o longo período seguinte ( início do século 16 ao final do século 18 ), o Viêt Nam conheceu continua guerra fraticida entre o Norte ( dinastia dos Mac e depois dos Trinh ) e do Sul( dinastia dos Lê e depois dos Nguyên ).

O Võ se separa então em várias correntes inimigas, segundo o apoio recebido por esta ou aquela dinastia, e conhece diferenças de prática cada vez mais acentuadas, o que resulta na criação de estilos bem específicos.
Além disso, no Sul, a chegada maciça de emigrantes chineses ( que fugiam da invasão dos Mandchus à China ) iria influencia por muito tempoas escolas da região. No final do século 18, violenta revolta iria verrer os Estados de Nguyên e de Trinh.
Os Tay-son, inteligentemente organizados e comandados por um expoente de artes marciais de Binh Dinh chamado Nguyên Hue, desmancham as tropas imperiais e as tropas enviadas pela dinastia chinesa dos Quing, na batalha de Than-Long( nome da antiga capital do norte do Viêt Nam ).


Tendo reunificado o país, Nguyên Hue, toma o nome real de QUANG TRUNG e assegura a renovação da nação vietnamita, apoiando-se em sólida burocracia à maneira mandarim na qual os militares levavam larga vantagem sobre os civis.
Nguyên Hue favorece a implantação das artes marciais em todo o país e devolve ao Võ seu valor educativo através dos respeito imposto por um código de honra e conduta acentuadamente influenciado pelas doutrinas confucionistas. A casta militar ( mais genericamente, marcial ) passa a ter uma estruturação semelhante à encontrada na China e sobretudo no Japão, na mesma época:
TAM CUONG:
Quân( Imperador );
Su( Mestre );
Phu( Pai ).

NGU THUONG:
Nhãn( a bondade humana );
Nghia( o dever );
Lê( a cortesia );
Tri( a inteligência );
Tin(a confiança ).

O ato de suícidio ( Tuân-tiet ou Tu Sat )será posto em prática, pela honra, sempre que os princípios estabelecidos pelo código de conduta não forem respeitados pelos membros da casta guerreira ou pelos mandarins.
O reino de QUANG TRUNG seguiria asinda normas estritas ( também baseadas nas doutrinas confucionistas ) no que se refere à entrada e permanência em uma Escola de Artes Marciais na qual o Mestre é considerado "PAI" dos alunos ( Su Phu ).

Nessa época surgem grupos de guerreiros muito especiais, como os Bao TIeu( protetores dos bens ), que alugavam seus serviços aos ricos comerciantes ou senhores, assegurando-lhes proteção em viagens contra a cupidez dos bandidos dos caminhos.

Mais secretos eram os Nham Da ou Kieu Dug ( semelhantes aos ninjas japoneses ), praticantes das artes marciais de alto nível, que conheciam perfeitamente o manejo de armas tradicionais( Tháp bat Ban ) e diversas técnicas docultas que os permitiam introduzir-se desapercebidamente nos castelos durante a noite, e espreitarem o momento pro´pício para atacar.
A história do Viêt Nam ( como a de numerosos países asáticos ) sofre uma reviravolta no século 19. A influência ocudental se faz cada vez mais incisiva, levando enfim à colonização francesa. A dinastia dos Nguyên ( Imperador Gia-Long ), atolada em uma tradição retrógada, tenta retardar domínio estrangeiro, sem sucesso. Os franceses tomam o país cujas estruturas arcaicas cedem ( apesar do heroísmo extraordinário de numerosos cidadãos )e as Escolas de Artes Marciais são obrigadas a se refugiarem novamente na cladestinidade.
Durante todo o período de colonização, o Võ, abrigado por trás das "cercas de bambu", é perpretado pelas sociedades secretas ( Cai Dai, Minh Ly, ... ), esquecido dos jovens que, lentamente são atraídos pelo modo de vida dos ocidentais.

Essa situação de clandestinidade favorecia ainda mais a diferenciação entre as escolas, segundo sua localização geográfica:

Võ Bac Ninh ao Norte - influenciado pelos estilos do Sul da China;
Võ Quang Binh e Võ Binh Dinh - na região central;
Võ Lam ao sul, influenciado pelas escolas chinesas do norte.

Às vésperas da independência( 1955 , diferentes grupos surgem, sob o disfarce de associações esportivas, notadamente o movimento Võ-vinam, da Mestre Nguyên Lác; o Tinh Võ Hoi ( artes marciais sino-vietnamitas )de, entre outros Mestre Chau Qwan Ky; o Võ-Vietnam, de Mestre CUton; ou ainda o Vu Dao( Dat Do ) de Mestre Pham Van Tan.

Esses agrupamentos conheceram estruturação mais forte nos anos 60 ( somente no sul )com a criação do Tong Hoi Vo Hoc Viêt Nam( COnfederação Nacional para o Estudo das Artes Marciais Vietnamitas ). Essa confederação foi criada principalmente com o intuito de contrabalançar a influência crescente, sobre os jovens, das disciplinas marciais de outros países asiáticos.
Os acontecimentos de 1975, entretanto, literalmente "arrombaram" esse estado de coisas, obrigando as escolas a fecharem suas portas e levando numerosos mestres e praticantes a deixarem o país, sob circunstâncias quase sempre dramáticas, para estabelecerem-se definitivamente no Ocidente.

VÕ DOUNG - SALA DE TREINO Võ-doung é o local em que se treina e se aprende, a escola, no sentido estrito do termo. Contrariamente ao que acontece no Ocidente, onde as aulas têm lugar em ginásios ou locais esportivos, o Võ-duong, no Viêt Nam, é um local quase sagrado, onde o respeito dos alunos ( Võ-sinh ) pelo ensino que lhes é dispensado manifesta-se logo no iníco da aula, pelo comportamento que adotam na escola - local que lhes dá a honra de serem aceitos; silêncio, atitudes de cortesia e respeito, cuidados com a limpeza, etc. Os Võ-doung não eram todos iguais. Diferenciavam-se quanto à forma de prática e de ensino. Havia escolas que permitiam a entrada de espectadores; outras, mais secretas, sob o abrigo de um templo ou residência de uma grande família, mantinham um ensino exclusivo. Na grande maioria, so Võ-doung situavam-se ao ar livre ( pátio interior da casa de um mestre, praça da aldeia, clareira, etc. ). A eclosão das grandes salas( somente nas cidades importantes do Viet Nam do Sul ) é um fenômeno recente ( final dos anos 60 ) devido, sobretudo, ao surgimento das artes marciais estrangeiras que eram praticadas nesses tipos de "salas públicas".

FIM
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NOTAS PESSOAIS:
(*) = Interessante que, segundo o texto os praticantes faziam uma espécie de mapa astral para criar um perfil de treinamento.
(**) = Dao é equivalente ao Dô das artes marciais japonesas.
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KYUDO - O caminho do arco




Essa talvez seja a arte marcial mais Zen por sua própria prática, já que a precisão de uma flecha se obtém por um condicionamento de tranquilidade e calma e não por explosão física como outras artes marciais. Os arqueiros sempre foram usados em guerras, no Japão então eles tiveram um destaque e tanto, treinados na arte do Kyujutsu, a técnica do arco, quando a paz finalmente alcançou o Japão, o Jutsu se tornou Do, a técnica pela técnica se tornou uma senda, um caminho a ser seguido, um meio para se atingir um objetivo maior, que para os japoneses é o auto-entendimento e perfeição através das técnicas marciais.
As cerimônias e rituais que envolvem essa arte permanecem inalteradas até hoje.
A doutrina do Kyudo está altamente agregada ao estudo do Zen, Kyudo é uma arte altamente formalizada e o definitivo alvo do praticante é competir consigo mesmo. Com a concentração apropriada, praticante e arco se fundem, quando se tornam um só, aí sim, e somente aí, a flecha pode ser liberada, no Kyudo não importa o quão precisa é a flecha no alvo, ou como se atingiu o alvo, isso é apenas consequência. O importante é como esse tiro é feito e em que estado a mente se encontra quando a flecha é solta. No Japão Kyudo é uma combinação de arte física e filosófica sob os princípios do Zen Budismo. existe não por acaso, mais ênfase nos conceitos Zen, talvez mais até que no Kendô.
Diferente dos arcos e flechas européias, o arco japonês é bem maior, aliás o maior do mundo, geralmente com mais de seis pés( 2 metros ), feito de bambu, ainda com o mesmo design do Japão feudal, ao puxar a flecha a posição não é centralizada como em outros tipos de arco e flecha, que mede em geral, mais de um metro. A corda é feita de fibras vegetais, como cânhamo, o praticante geralmente está com outra flecha segura na mão que segura o arco, para já ter uma em mãos para um segundo tiro.
Se na Inglaterra temos o lendário Robin Hood e na Suiça o famoso William Tell, o Japão tem Nasu no Yoichi,. em 1280, quando clãs guerreiros competiam pela supremacia, dois grandes clãs se enfrentaram numa decisiva batalha, ocorrida na costa do Japão, num lugar chamado Yashima. Um dos clãs, Genji, tinha planejado dirigir os inimigos para o mar. Da ponte de comando do barco do inimigo o líder do clã Heike, ria alto caçoando dos samurais do clã Genji, esse lorde dos Heiki, tinha em seu barco um leque dourado com o emblema do clã Heiki e desafiava os samurais na praia que o atingissem se fossem capazes, mesmo com o barco balançando, longe no mar, Nasu do Yoichi aceitou o desafio e armou seu arco, cuidadosamente mirando na embarcação, DIZ A LENDA que ele soltou a flecha que atravessou o mar acima das ondas, por aproximadamente 400 jardas( mais ou menos 360 metros ) e atingiu o leque exatamente no pino que segura todas as varetas, sem o pino, o leque se desmanchou e caiu no mar em pedaços. Os soldados Heike teriam perdido a vontade de combater e acharam que isso foi um sinal de mal agouro para a batalha, os soldados do clã Genji, teriam, sido motivados para a batalha por causa do feito de seu companheiro Nasu e furiosamente lutaram contra os inimigos, o clã Heike foi completamente esmagado.
O Kyudo hoje é praticado por mais de meio milhão de japoneses. É uma prática muito apreciada pelas mulheres devido a graça de movimentos e tranquilidade que essa prática oferece aos praticantes.
Aquele que abraça a arte do arco e flecha precisa estar preparado para anos de treinamento, pois geralmente um estudante de Kyudo deve aprender como respirar apropriadamente, como relaxar, como adotar a postura correta, como deixar sua mente calma e concentrada e tudo isso por aproximadamente DEZOITO MESES, antes de lançar sua primeira flecha, pois é um caminho de esclarecimento, uma via de iluminação além de uma prática esportiva. Mas competidores existem no Kyudo, com o objetivo de fazer os melhores pontos em alvos, mas esses geralmente, representam algo como o velho oeste da prática do Kyudo, e óbvio, são altamente desaprovados pelos praticantes mais ardentes e tradicionalistas.

Fonte:
Martial Arts of the Orient, Peter Lewis, 1993, fotos: Camerapix Hutchison